"Ela estava parada em uma encrusilhada da estrada. Qual caminho escolher?
Nunca parara para pensar sobre bifucarções no caminho, tinha traçado seu objetivo, pensara em seguir direto para ele, como um cavalo que apenas segue em frente e nada vê ao redor; ela tinha colocado sua viseira mental.
Mas a vida tem a incorrigível mania de causar duvidas, trazer surpresas...E agora ela não sabia o que fazer. 'Qual caminho devo seguir?' ela se perguntava. Não queria escolher, ela nunca foi boa em tomar decisões, ela nunca foi boa em seguir seus proprios passos, em fazer suas proprias regras...Era mais seguro, fazer o caminho conhecido, seguir a maré, obedecer aos padrões.
Ela estava confusa, e ja tinha perdido muito tempo. Sentada no meio da estrada, no limite entre as duas estradas, ela era apenas alguém que não sabia para onde ir.
Mas, derrepente uma luz à esquerda a atraiu. O sol estava se pondo, provocando nela uma incrivel atração , como uma seta reluzente, apontando o caminho. Ela nunca gostou dessa classificação e tudo que isso significava: O lado esquerdo, o lado oposto, o impar...aquele que não seguia os padrões.
Assim se dera conta, aquele era um atalho.
Se seguisse pela direita, continuaria seu caminho, o caminho seguro, o caminho esperado, o caminho onde nada de especial aconteceria.
Mas o sol estava lá...Oh, o sol...brilhando tão forte, trazendo paz, esperança, alegria a uma menina que nunca pudera sentir a liberdade de apenas ser alguém...alguém que cria seus proprios caminhos. Será que é realmente tão ruim? Tomar o caminho menos convencional? Sentir a liberdade e a ansia por um novo passo...?
Ana estava fascinada, seguia o sol como uma criança que corre atraz de um pequeno e doce coelhinho, como alice seguira o gato; e isso fez nascer outra Ana, a que sabia viver com suas proprias escolhas."